Princípio de treino, força, resistência, anaeróbico e aeróbico

Força Muscular
Pode se manifestar de 2 formas : dinâmica e estática

Dinâmica: ocorre quando há encurtamento das fibras musculares, provocando uma aproximação e afastamento dos segmentos (extremidades do músculo).Nesta forma observa-se sempre um movimento.
A força dinâmica é realizada de duas maneiras:
1) Força Concêntrica: quando ela é maior do que a sobrecarga do movimento,
2) Força Excêntrica : Quando ela é menor que a resistência oferecida, então em um pequeno momento há um alongamento do músculo quando ele se contrai. Caracteríza-se por quase todos os movimentos de volta à posição inicial, quando se faz resistindo.
Tanto a concêntrica como excêntrica são capazes de exercer grande grau de tensão em um movimento.
Estática: Não existe encurtamento das fibras musculares (contração isométrica) não havendo, assim, movimento. É quando no meio do exercício paramos e mantemos a posição. A musculatura está em trabalho estático.

Resistência Muscular
Quando um movimento exigir, para a sua realização, a participação de menos de 1/6 a 1/7 do total da musculatura esquelética , ele é localizado, pois, depende primeiramente do metabolismo local. Se o movimento for realizado várias vezes ou durante um tempo prolongado, ele solicita a capacidade motora conhecida como resistência muscular localizada.
Esse tipo de resistência pode se manifestar , utilizando ambas as fontes de energia, aeróbica e anaeróbica e ainda pode ser dinâmica e estática para ambas.
Tipo
Carga (movimento)
Resistência Muscular Localizada Aeróbica
abaixo de 20-30% da força máxima do músculo
Resistência Muscular Localizada Anaeróbica
50% ou mais da força máxima do músculo
Movimentos que exigem de 30 a 50% da força máxima de um músculo requerem as duas fontes energéticas , aeróbica e anaeróbica

Resistência Muscular Localizada Aeróbica
Dinâmica: É exigida quando um trabalho dinâmico com grupos musculares de tamanho pequeno ou médio-por exemplo, de um braço ou perna – é executado de forma aeróbica (hollmann, 1980). Através de um treinamento específico esta capacidade é melhorada de 100 até 1000%.
Estática: É quando a força de contração de um pequeno grupo muscular não alcançar 15% da força máxima isométrica, então a circulação local do músculo em trabalho ainda não está prejudicada. Deste modo, a necessidade de energia pode ser preenchida de forma oxidativa.

Resistência Muscular Localizada Anaeróbica
Dinâmica: É exigida quando é executado um trabalho dinâmico, com grupos musculares pequenos e médios – menos de 1/6 a 1/7 da massa muscular total- contra a resistência, que seja de 50% a 70% ou mais da força estática máxima. A sua taxa de treinabilidade está em cerca de 35%
Estática: pode ocorrer em duas formas de trabalho:
1) no trabalho de sustentação de um epso de mais de 15% da força máxima de trabalho;
2) na contração com mais de 50% da força isométrica , onde a duração da carga estática é tão longa que a participação do trabalho dinâmico pode ser desprezado.

Nas aulas de ginástica Localizada, os exercícios são realizados de forma dinâmica enfatizando, portanto, o desenvolvimento das capacidades de Resistência Muscular Localizada dinâmica Anaeróbica e Aeróbica e da força muscular dinâmica.

Aspectos importantes na elaboração da aula


Na elaboração de uma aula deve-se levar em conta:

*Nível de aptidão inicial e faixa etáriados praticantes;
*Métodos de treinamento (sistemas energéticos que se quer alcançar, série de exercícios e número de exercícios por grupo muscular);
*Recursos materiais (equipamentos);
*(velocidade e rítmo )

Para melhorar e alcançar objetivos propostos pela aula, o professor deve recorrer a estímulos de cargas apropriadas que no conjunto da aula caracteriza a carga total do trabalho. Deve-se levar em conta:

*Intensidade do estímulo (carga)
*Densidade dos estímulos (esforço/pausa – entre as partes da aula : ativo e passivo e entre as aulas)
*Duração do estímulo (tempo)
*Amplitude do estímulo (volume – repetições e séries)
*Frequência do estímulo (por semana)

Exemplo de uma aula de objetivo Hipertrofia

1) os exercícios devem ser feitos com poucas repetições (6-12 por grupamentos musculares);
2) São recomendadas mais de 3 séries por grupamento muscular (3-5)
3) Carga: Trabalho qualitativo (com aumentos de intensidade) de 60% a 95% da força máxima do músculo;
4) Materiais: caneleiras e halteres ;
5) Intervalos de recuperação quase total ou total ( 1/1);
6)Método de treinamento : alternado por segmento ;
7)Número reduzido de grupamentos musculares.

Exemplo de uma aula de objetivo Resistência

1) Exercícios com várias repetições ( mais de 20 , 30- 40);
2) Trabalho qualitativo (com aumentos de volume – repetições e séries) ;
3) Recursos materiais : Caneleiras/halteres/step
4) Executar exercícios variados que trabalhem o mesmo grupamento sem descanso ou exercícios com muita repetição;
5) Método de treinamento: Localizado por articulação.
6) Intensidade baixa: de 70% a 80% da Força máxima muscular.

Sobre a Força Muscular e Resistência Muscular
Vários estudos sugerem que uma melhora na força muscular também produzirá melhoras moderadas na resistência muscular . Contudo. Exercicios que aumentam a resistência muscular localizada não são efetivos para melhorar a força muscular.
Muitas pessoas fazem centenas de abdominais diariamente e assim mesmo têm os músculos abdominais fracos. Com essa informação fica claro que é preciso programar exercícios para aumentar a força muscular (menos repetições com mais sobrecarga) e exercícios para melhorar a resistência muscular (mais repetições com menor carga).
Para melhorar a força muscular é preciso executar exercícios com maior sobrecarga e menores repetições (até 15 ou menos ) . Para isso , devem-se usar repetições mais lentas, exercícios com maior amplitude de movimentos , variações mais dificeis, manutenção da posição, além da utilização de resistência externa, tais como pesos livres,barras, caneleira, elástico , etc. Ao contrário , para RML é necessário diminuir a carga e executar um elevado número de repetições.
O treinamento dessas capacidades – RML e força ocorre na medida em que é utilizado o princípio da sobrecarga, de forma correta e com exercícios específicos.
A sobrecarga apropriada para cada aluno depende da utilização das seguintes variáveis:INTENSIDADE, DURAÇÃO E FREQUÊNCIA. É importante que todos os programas para obtenção de ambos os objetivos sejam baseados na obtenção gradativa do ganho de força.
O desafio é elaborar um programa de exercícios para que o músculo seja fatigado e adquira força ou resistência de acordo com o número de repetições .

Ao decidir enfatizar força sobre a resistência, deve-se considerar alguns procedimentos:
* Nos exercícios isométricos, o uso de pesos pode não ser recomendado para idosos, gestantes e hipertensos.
*Alunos treinados, devem utilizar exercícios de alta intensidade (criada no músculo decorrente da mudança de velocidade , do ângulo , tipo de contração ou do peso utilizado )

Princípio da Sobrecarga

*Variável
*Características
*Frequência
*Treinar os exercícios localizados de 3-5 vezes por semana. Cada grupo muscular no mínimo 2-3 vezes por semana
*Intensidade
*Utilizar cargas que variam de 45% a 90% da força máxima de acordo com o objetivo
*Duração
*Número de repetições : 7-40 de acordo com a capacidade física e objetivo da aula

Relação entre capacidade, % de carga, intervalo de recuperação, repetições e ritmo. (modelo de Michael Yessis, PhD – M&F magazine – 1992)

Tipo de treino e suas melhorias
% carga máxima
Intervalo de recuperação
Repetições
Ritmo

1. Resistência Muscular e cardiorespiratória

-45%
30 s
+35

rápido

2. Resistência Muscular com pouca força e massa

45- 50%
30-45 s
26-35

rápido

3. Alguma massa muscular com pouca força

50-65%
45 s-1min
16-25

moderado/rápido

4. Massa muscular com força

70-80%
1-1,5 min
10-15

moderado

5. Força e massa muscular possivelmente iguais

80-90%
1,5-2 min
7-12

lento/moderado

6. Força e alguma massa muscular

90-95%
2-3 min
4-6

lento

7. Força pura, pouca ou nenhuma massa muscular

95-100%
3-5 min
1-3

lento

PERFIL DE DROGAS ANABOLICAS : Boldenona (Equipoise , Equiforte)

Boldenona
(Undecilenato de Boldenona)

Meia-vida: sete dias.
Classe: Anabólico/Androgênico Injetável
Dosagem média: Homens 300-600mg/semana Mulheres 50-100mg/semana.
Acne: Pouco.
Retenção hídrica: Pouca.
Aumento de pressão arterial: Média.
Hepatoxidade: Pouca ou nenhuma.
Aromatização: Pouca.
Conversão em DHT: Pouca.
Inibição ao HPTA: Média.

Boldenona, uma droga que a princípio só existe para uso veterinário, o que por sua vez não representa droga demais para ser usada por humanos, já que comparada a outras drogas pode ser considerada fraca, nem por isso deve ser esquecida já que tem características únicas que são ótimas para certas finalidades. A Boldenona é pouco androgênica já que tem pouca afinidade com a enzima 5-alfa-reductase (5AR), sendo até possível ser usada por mulheres, logicamente em dosagens bem mais baixas do que as dosagens em homens. Então colaterais como aumento de oleosidade cutânea e em consequência acne, queda de cabelo e maior agressividade são menos evidentes, apesar de possíveis com o uso desta droga.

Além de pouco androgênica a Boldenona também aromatiza pouco, pois também tem pouca afinidade com a enzima aromatase, alguns costumam dizer que seria 50% menos que a testosterona, porcentagem não comprovada, mas se mostra plausível empiricamente, em outras palavras nas dosagens usuais (200-500mg/semana) causa menos retenção hídrica e possui menos chances de causar ginecomastia, fazendo então que os mais pré-dispostos a este último colateral devam fazer uso de algum anti-estrógeno (Ex: Tamoxifeno) ou anti-aromatizante (Ex: Exemestano).

Devido a essas características parece ser uma ótima droga para ciclos de pré-competição, o único inconveniente é o grande aumento de apetite que ela provoca que por sua vez é muito bem-vindo durantes ciclos de ganho de massa.

Outra característica bastante peculiar é sua grande vascularização que eritropoietina (conhecida pela sigla EPO) nos rins que por sua vez a medula óssea a elevar a produção de glóbulos vermelhos do sangue (eritrócitos) que por sua vez tem a função de carregar oxigênio no organismo, fazendo que seja usada por praticantes de esportes de endurance (ciclismo, triathon, etc..) porém é uma má escolha em esportes onde existam testes anti-dopping pois deixa resíduos metabólicos no organismo por muitos meses.

Dosagem e Uso:
Uma droga que não causa muita retenção e é boa em vascularizar, dando massa magra bastante densa, pouco androgênica e pouco hepatóxica tornando uma boa opção em especial no pré-competição, combinando muito bem com Estanozolol e Trenbolona devido à massa magra sem retenção, bastante densa e a vascularização de ambas.

Apesar de tantas características que façam que seja uma boa opção para ciclos pré-competição uma em especial a torna bastante interessante para ciclos de ganho de massa é o grande aumento de apetite, afinal já que a droga aumenta o apetite porque não aproveitar isso?

Devido seu ester longo (11 carbonos) inviabiliza de certa forma ciclos mais curtos que 8 semanas, porém, não necessitando de divisões tão precisas nas aplicações ao longo da semana devido a concentração da maioria das apresentações, que é de 50mg/ml, acaba tornando desagradável a grande quantidade de óleo por aplicações ou então de diversas aplicações até alcançar a dosagem média de 300-600mg/semana.

Como já dito anteriormente apesar da Boldenona aromatizar muito pouco, ela aromatiza e os mais sensíveis podem precisar de algum anti-estrógeno em dosagens mais elevadas (superiores a 300mg/semana).

Referências: Metabolism of Boldenone in man: gas chromatographic/mass spectrometric identification of urinary excreted metabolites and determination of excretion rates.- Deutsche Sporthochschule Koln, Germany.

Voltando aos posts !

Ae galera , infelizmente , devido a uma HD queimada e a alguns imprevistos , nao estava podendo postar com frequencia , no blog , peço desculpas a todos e obrigado pela compreensão !
Esta muito corrido ultimamente , comessei as aulas de Kung fu e ja estou ha um mes no Jiu Jitsu ( quem sabe algum dia eu nao vo parar no MMA( mixed martial arts , semana que vem ja tem camp de Jiu Jitsu em aguas de São pedro ) neh , ahdusahda ) para mim ter uma experiencia como esportes de aerobicos intenso podem me beneficiar na defição !! Mas estou preparando muitos artigos muito interessantes , só esta faltando tempo para edita-los , eu gostaria de dizer que se alguem gostou da noticia , que pudesse comentar ou mandar um scrap pra mim no orkut , para eu ter uma noção de que artigos os meus leitores gostam mais !!
Obrigado a todos , abraço !

Álcool: O vilão das dietas

Porque se deve evitar alcool em dietas !
Apesar de passar a semana inteira à base de saladinhas, grelhados, desnatados, lights e diets, você não consegue enxugar as medidas. Dê uma olhada rápida no seu cardápio das noitadas, happy hours ou coisa que o valha. Lá pode estar a fonte calórica que não lhe deixa emagrecer: os drinques.
As bebidas alcoólicas, além de não alimentarem nadinha, têm muitas calorias. Se a intenção é perder peso, as bebidas alcoólicas precisam ser banidas (ou pelo menos bastante reduzidas) da dieta. Cada grama de álcool tem sete calorias, enquanto um grama de proteínas ou carboidratos tem quatro calorias.
Uma dose de uísque tem cerca de 120 calorias e um copo de suco de laranja tem cerca de 110. O problema, portanto, é mais na quantidade de porções do que no valor calórico da bebida em si. Isso porque, em geral, não se toma quatro copos de suco de laranja numa noite, mas pode-se ingerir essa quantidade de doses de uísque.
Mas o álcool não pode ser avaliado simplesmente pelo valor calórico. Segundo o médico Marcos Tambascia, professor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), “as bebidas alcoólicas causam uma irritação gástrica e o indivíduo acaba comendo mais para amenizar os efeitos do processo irritativo”. Lembra do tira-gosto? Tambascia acrescenta: “No caso das bebidas fermentadas, você às vezes acaba perdendo o controle. Cerveja, por exemplo, é uma coisa que você perde a conta”.
“Numa dieta de emagrecimento, geralmente é prescrito o consumo diário de 1220 a 1500 calorias. Assim, 200 calorias somente de álcool têm um impacto muito grande”, diz o endocrinologista. Portanto, se a sua idéia é emagrecer, pense duas vezes antes de aceitar aquele convite para um chopinho.Álcool

Princípio ativo:
Considerado uma droga psicotrópica, o álcool é consumido em bebidas vendidas comercialmente. O teor alcóolico – porcentagem de álcool presente na bebida – varia de acordo com a marca e com o tipo de bebida.
A bebida alcóolica pode ser produzida de duas maneiras: fermentação ou destilação. A cerveja, por exemplo, é uma bebida produzida por fermentação, com baixo teor alcóolico (cerca de 8%). Já os destilados, como o uísque, a pinga e a vodka apresentam teores alcóolicos mais altos, que podem chegar a 45%.

Efeitos:
Os efeitos do álcool no organismo variam de acordo com o tipo de bebida ingerida, organismo do consumidor e constância de consumo. Os efeitos são os mais variados, desde um simples mal-estar até a falência múltipla dos órgãos e morte. A mistura de bebidas – fermentadas com destiladas – contribui para potencializar os efeitos do álcool.

O consumo do álcool causa, em um primeiro momento, euforia, desinibição e sociabilidade. Conforme aumenta a dose, os efeitos passam ser mais depressivos, causando falta de coordenação motora, diminuição sensitiva, descontrole, sono e até uma espécie de coma, denominado coma alcóolico. O álcool pode deixar também o consumidor com o rosto vermelho, causar dor de cabeça, dificuldade de falar e mal-estar seguido de vômito. O consumo contínuo de álcool traz conseqüências graves, como doenças em todos os órgãos do corpo humano, em especial o estômago, o fígado, o coração e o cérebro.

O álcool está intimamente ligado ao aparecimento de certas doenças como a cirrose, gastrite, polineurite, anemia, pelagra e úlceras cutâneas. Além disso, ele causa deficiência de vitaminas B1, B2, B6, B12 e C. O álcool afeta também a parte do cérebro que controla a freqüência respiratória e cardíaca.

Durante a gravidez, o álcool pode causar sérias deficiências físicas ou mentais no feto, assim como uma predisposição ao consumo de álcool na vida adulta.

Teste para saber se você está bebendo demais: http://www.terra.com.br/cgi-bin/inde…alcoolismo.htm
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WHEY PROTEIN – SAIBA COMO UTILIZAR O MELHOR COMPLEMENTO PROTÉICO

Por Prof. Waldemar Marques Guimarães Neto – Personal trainer na Inglaterra e autor dos livros Musculação-Anabolismo Total e do Diário de treino

Cópia do artigo da revista Muscle in Form número 10

A indústria de complementos alimentares coloca a disposição uma série de produtos, muitosdeles prometendo milagres difíceis de serem cumpridos, outros complementos bons, mas que
não possuem uma boa relação custo/benefício e alguns que apesar de serem quase essenciaispara quem treina sério, de imediato, não promovem uma modificação na condição física do atletamas podem ser a base para ganhos mais consistentes, nesta categoria eu incluo os complexosvitamínicos minerais, óleos de peixe (gorduras essenciais), e os antioxidantes que semprerecomendo para os meus atletas.
Surge então uma categoria de complementos que considero um ótimo investimento para quempode adquiri-los. Incluo ai: a creatina, o sulfato vanádio, o HMB e a poderosa proteína WHEY PROTEIN.
Daí aparece o atleta e me pergunta: Que complemento adquirir ?Primeira consideração a fazer é sobre complemento: Como o próprio nome diz, complemento é apenas um complemento e não deve substituir a alimentação normal a qual deve constar de
todos os tipos alimento, ou seja: carne, ovos, leite, verduras, cereais, frutas e oleoginosas. Tenhaem mente que não há quase nada que um complemento alimentar faça que uma alimentação bem balanceada não possa fazer ! Segunda consideração: Utilize o seu dinheiro primeiro com aquilo que for básico, no caso eu incluo um bom complemento vitamínico mineral e uma fonte de gordura essencial, a próxima escolha, na minha opinião é justamente a WHEY PROTEIN, em seguida parta para creatina, BCAA’s, refeições líquidas, sulfato vanádio, etc. Mas afinal, o que é Whey protein ?
Se você é leitor da Muscle in Form já deverá saber o que é Whey Protein, na revista de número 8 a nossa Nutricionista Silvia Elena Mantovani explicou com detalhes, mas só para resumir: Esta é uma proteína concentrada do soro do leite, dentre as suas principais vantagens em comparação com outras fontes protéicas estão:
* Maior valor biológico.
* Promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular).
* Absorção mais rápida.
* Possui um maior teor de aminoácidos de cadeia ramificada BCAA’s.
* Livre de lactose ( muitas pessoas não digerem bem a lactose).
* Rica em ocorrência natural de Glutamina (aminoácido não essencial que promove efeito de
volumilização celular).
* Possui fator estimulante do sistema imunitório que sobrevive ao processo digestivo.
Se a Whey protein é derivada do leite, qual é a diferença entre esta e o caseinato?
O caseinato, encontrado em vários complementos, além de ser uma ótima fonte de proteína é ainda mais barato, porém ao compararmos o valor biológico (VB), a diferença é muito grande. O VB da Whey protein é de 100, enquanto o da caseína é de 71, além do mais, a caseína tal como todas as outras proteínas brutas começam a digestão no estômago enquanto a Whey Protein passa direto pelo estômago chegando como estrutura protéica intacta no pequeno intestino onde é absorvida como foi mostrado num estudo publicado pelo American Journal of Clinical Nutrition (63:546, 1996).
Em termos práticos, se você necessita de 40gramas de proteína bruta após treino , se esta fonte for de Whey protein apenas 30gramas cumprirá a função com a vantagem adicional de ser absorvida mais rápido, além de todas as outras mencionadas anteriormente. Como vê, a relação custo/benefício começa a melhorar, sem contar que a nível mundial, o preço da Whey Protein já começou a cair devido a uma maior oferta. Esperamos que a nossa indústria em breve coloque esta fonte pura a disposição de nossos atletas. Bem, mas quais as melhores horas de consumir a Whey Protein e como? Venho recomendando aos meus atletas a sequinte escala de preferência (varia com a disponibilidade financeira de cada um).

1 – Logo após o treino, de 30 a 40 gramas de Whey Protein junto com uma solução de glicose. Ocorre que a Whey, que é uma fonte protéica de rápida absorção, sendo assim, deve ser consumida com uma fonte de carboidrato de alto índice glicêmico tal como açúcar, dextrose, ou então, acredite, alguns suspiros bem doce fará a mágica ou qualquer outro doce não gorduroso, pensando bem, picolé de limão é uma boa também. Assim, você fará uma explosão de insulina que drenará todos os aminoácidos da degradação da Whey diretamente para dentro da onde você deseja: Os seus Músculos. Dê mais um intervalo de 40-60 minutos no máximo e faça a sua refeição normal pós-treino, algo como arroz e/ou batata e o famoso peito de frango ou peru. Não entre naquela conversa de que só se absorve de 30-40 gramas de proteína por refeição que deve
ter um intervalo de 2.5 a 3 horas. Ocorre que nós marombeiros abrimos o que é chamado de “janela de oportunidades” após um treino adequado (alta intensidade) e podemos absorver muito mais proteínas e outros nutrientes nesta hora do dia. Não existe estudo que comprove isto bem como não existe estudo que comprove a eficiência de 17-decanoato de nandrolana e metandrostenolona mas todos sabemos que funciona. Cientistas, mãos a obra. !

2 – O uso de Whey Protein logo ao acordar. Depois de muitas horas sem se alimentar é boa idéia repor proteínas o mais rápido possível. O consumo conjunto com carboidrato de alto Índice Glicêmico continua necessário.
3 – Para os atletas que devem realizar atividade aeróbia logo ao acordar em jejum à fim de perder
gordura, tem na Whey um ótimo complemento pós aerobiose.
4 – Para os atletas em dieta hipocalórica, como a dieta pré competição, uma solução de Whey poderá garantir a manutenção da massa muscular e saciar a fome em horários críticos, além de ser ótima opção para refeições a serem realizadas de madrugada para evitar o catabolismo de atletas neste tipo de dieta.

A ciencia da nutrição faz 30 anos !

A ciência da nutrição faz 30 anos

As três décadas de estudos sobre os alimentos,
o metabolismo humano e a fisiologia do esporte
mostram que as dietas radicais não funcionam.
Na busca do corpo saudável e esbelto,
a melhor dieta é a do bom senso

O Brasil nunca foi tão gordo. Os brasileiros com massa corpórea superior à considerada normal já somam 43 milhões – o equivalente a 43% da população adulta, quase três vezes mais do que o contigente de meados da década de 90. Por conseqüência, a quantidade de homens e mulheres em dieta para emagrecer também é enorme: um quarto deles e metade delas estão em luta contra a balança. É um público propenso a acreditar em regimes que se vendem como capazes de operar metamorfoses na silhueta do dia para a noite, sem prejudicar a saúde. Mas será que esse tipo de milagre existe? Passados trinta anos de ciência da nutrição, a resposta é “não”. Hoje, o que se sabe com certeza são as razões pelas quais fracassam as dietas, em especial aquelas que prescrevem a redução ou a total privação de grupos alimentares. Elas fazem mal ao organismo e são insustentáveis no longo prazo. A melhor dieta é mesmo a do bom senso. Todos os alimentos podem ser consumidos, mas com parcimônia. A chave para ganhar a guerra do peso segue um raciocínio matemático elementar: a quantidade de calorias ingeridas por dia não pode ser maior do que a quantidade de calorias gasta no mesmo período. Simples assim.

A vitória do bom senso sobre a lei do menor esforço é resultado dos avanços científicos em três frentes: a própria ciência da nutrição, o estudo sobre o metabolismo humano e a fisiologia do esporte. A medicina já dispõe de instrumentos eficientes para determinar com precisão o equilíbrio calórico de cada um, levando em consideração sexo, idade, altura, peso e rotina de exercícios físicos). Por exemplo, o organismo de uma mulher de 40 anos, que tenha 1,65 metro e pese 70 quilos, gasta diariamente 1 436 calorias para manter suas funções básicas – a temperatura corporal, a respiração, os batimentos cardíacos e a pressão arterial, entre outras. É a chamada taxa de metabolismo basal. Se essa mulher praticar uma ginástica moderada, de três a cinco vezes por semana, poderá ingerir até 2.225 calorias por dia. Caso essa jovem senhora queira emagrecer, só há duas alternativas: ou ela come menos – 500 calorias a menos por dia – ou se exercita mais. Se passar a correr uma hora a mais por dia, poderá perder meio quilo a cada três dias. “Para quem não é obeso, o ideal é perder 1 quilo por semana”, diz o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Nesse ritmo, o organismo mantém-se em equilíbrio e praticamente é eliminado o risco de a pessoa voltar a engordar.” Halpern é o criador da “dieta dos pontos”, em que se pode comer de tudo, desde que não se ultrapasse o limite de calorias permitidas por dia. Quer feijoada? Pode. Quindim? Tudo bem. Batata frita? O.k. Moderação é o lema da dieta que faz bem à silhueta e à saúde também.

 

uando publicou, em 1825, a primeira obra sobre a relação do homem com a comida – o tratado de gastronomia A Fisiologia do Gosto –, o francês Jean Anthelme Brillat-Savarin antecipava que a causa da obesidade estava no excesso de açúcar e de amido nas refeições. Cristalizava-se, então, a idéia de que só os carboidratos engordavam. Essa concepção permaneceu mais ou menos intacta até a década de 70 do século passado, quando o governo americano, preocupado com o aumento alarmante nos índices de obesidade e doenças crônicas como o câncer, o diabetes tipo 2 e os distúrbios cardiovasculares, decidiu financiar estudos mais aprofundados sobre alimentação e saúde. Nascia, assim, a ciência da nutrição. Num primeiro momento, as pesquisas levaram a que se estabelecesse uma oposição inconciliável entre carboidrato e gordura. Daí surgiram as dietas que recomendavam a eliminação total de um ou de outro. A que mais angariou seguidores foi a do cardiologista Robert Atkins. Ele incentivava o consumo indiscriminado de gorduras e proteínas, ao mesmo tempo em que recomendava a abolição de carboidratos. O seu pressuposto – verdadeiro – é que, quando um organismo é privado de carboidratos, ele acaba queimando gordura para obter energia. Os adeptos de Atkins podiam comer à vontade carne, ovos, bacon, queijo amarelo e, mesmo assim, emagreciam. A questão é que a dieta do doutor Atkins pode fazer um mal danado a longo prazo, ao comprometer as funções hepáticas e renais. Para não falar dos riscos de entupimento arterial.

A verdade é que o corpo necessita tanto de carboidratos quanto de gordura e proteína. Até mesmo a malfadada gordura saturada tem sua utilidade. Serve para a formação de membranas celulares e de hormônios, ajuda a absorver vitaminas e melhora as funções intestinais. Ela também não é assim tão perversa quanto se imaginava, se consumida com moderação. Sabe-se, ainda, que a alimentação muito escassa em carboidratos não é boa, porque leva à carência energética. Além disso, a glicose proveniente deles é o alimento preferido do cérebro – mantém funções como cognição e memória em estado de equilíbrio.

A única gordura que deve ser eliminada totalmente dos cardápios, sem a menor sombra de dúvida, é a trans – aquela das bolachas de pacote, dos sorvetes e dos lanches de fast-food. Acredita-se que, por ser uma gordura modificada quimicamente, o organismo não saiba como digeri-la a contento, ao contrário do que acontece com as gorduras vegetais e animais. O resultado é que o corpo a “guarda” na região da barriga, como se fosse um estoque inútil. “A gordura abdominal triplica o risco de infartos ou derrames, afeta o colesterol, aumenta em cinco vezes a probabilidade de diabetes e faz subir, em 30%, os riscos de câncer, em especial os de mama, útero e cólon”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração de São Paulo. Para os homens brasileiros, a circunferência da cintura deve manter-se em 94 centímetros ou menos e para as mulheres, em até 80 centímetros – à exceção dos descendentes de japoneses, cujas medidas são de 85 centímetros para homens e 90 centímetros para mulheres.

As descobertas sobre a gordura trans são o exemplo mais recente dos progressos na ciência da nutrição. Graças a elas, termos como colesterol, gordura saturada, poliinsaturada, monoinsaturada, polifenóis, aminoácidos, carotenóides, fibras e ômega-3, além da trans, ganharam destaque nas embalagens. Tudo muito favorável à saúde do consumidor. Mas é preciso tomar cuidado para não cair na “paranóia alimentar”. Em um extenso artigo publicado recentemente na New York Times Magazine, cujo título é “Tristes refeições”, o jornalista e escritor americano Michael Pollan alerta para o fato de que a comida se transformou numa extensão da farmácia. Sob a ótica do que ele chama de “nutricionismo”, peixes e legumes transformaram-se única e exclusivamente em transportadores de nutrientes isolados. O salmão, por exemplo, parece ter virado um amontoado de ácido graxo ômega-3 – como se o peixe se resumisse a apenas isso (Já a carne vermelha foi vilanizada de tal forma que passou a ser vista como um passaporte para a UTI.Além de representar uma visão incompleta dos alimentos, perde-se, com isso, o prazer à mesa.

 

Há uma diferença entre as conclusões da ciência da nutrição e a forma como elas são divulgadas, no mais das vezes. O nutriente, em tubo de ensaio, tem determinado poder. Mas o que conta é a sua interação com os demais nutrientes do mesmo alimento ou da combinação com outros”, afirma o bioquímico Julio Tirapegui, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Apesar de todo o conhecimento acumulado até hoje, os estudiosos têm muito a descobrir nesse campo específico. Acostumou-se a divulgar que a dieta do Mediterrâneo, composta de azeite, vinho tinto, peixes e grãos, é de longe a mais saudável. Mas há que considerar, como alerta a nutricionista Marion Nestle, da Universidade de Nova York, que os estudos sobre as benesses desse tipo de alimentação foram feitos na década de 50, com os habitantes da ilha grega de Creta. Naquele tempo, eles se mantinham sobretudo à custa de trabalho braçal no campo. Ou seja, exercitavam-se muito mais do que a média da população mundial. Essa população consumia, ainda, bem menos calorias do que as consumidas atualmente. E da sua dieta não faziam parte misturas com alimentos industrializados ou importados de outras partes do mundo.


Não se está, aqui, desmerecendo a dieta do Mediterrâneo. A intenção é deixar claro que não se pode radicalizar ou seguir certas recomendações às cegas, porque tudo depende das circunstâncias em que cada um vive. Quem comer como um habitante da Ilha de Creta na década de 50, nas quantidades habituais de hoje em dia, sem realizar grande esforço físico diário, provavelmente será apenas isto: um gordinho que faz a dieta do Mediterrâneo. Também não está claro se a combinação desse regime com alimentos estrangeiros a ele surtiria um efeito positivo. Provavelmente, não. Outro equívoco comum diz respeito à eficácia dos suplementos alimentares. Atualmente, para cada nutriente descoberto, cria-se um equivalente em cápsulas. As pesquisas mais sérias, porém, mostram que esses aditivos não têm serventia nenhuma. Se seus consumidores parecem mais saudáveis do que a média, os especialistas argumentam que isso não se deve aos suplementos, mas a uma questão comportamental: eles se cuidam mais, em todos os aspectos.

Descontados os exageros e interpretações errôneas, é fato que a alimentação constitui uma aliada e tanto na manutenção da boa saúde. Pode, inclusive, reverter e prevenir doenças. Das dez doenças que mais matam no mundo, cinco estão diretamente associadas a uma dieta de má qualidade: obesidade, infarto, derrame, diabetes e câncer, sobretudo o de mama, o de próstata e o de intestino. “Uma dieta com altas concentrações de óleos vegetais, grãos, sementes, gorduras na medida certa, frutas frescas e vegetais em abundância evita inflamações crônicas do organismo e, portanto, doenças arteriais”, diz o cardiologista Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração, de São Paulo.

Dito assim parece fácil. Quem já fez dieta uma vez na vida sabe que existem “forças engordativas”, como define Alfredo Halpern, jogando contra o peso que se deseja atingir. Por uma questão de sobrevivência, o corpo humano foi programado para se rebelar contra o emagrecimento. “Há cerca de 3 milhões de enzimas e genes produzidos pelo organismo que o fazem querer engordar”, explica ele. Essa característica remonta aos tempos de nossos ancestrais, quando a espécie vivia sob a égide da penúria alimentar – estocar gordura era uma forma de resistir a privações que podiam prolongar-se por dias. Ou alguém imagina que, entre uma pintura rupestre e outra, o artista pré-histórico em questão mandava vir uma pizza? A boa notícia é que, quando uma dieta saudável passa a ser a rotina de todos os dias, o metabolismo se adapta à nova realidade. Mas isso só acontece se a perda de massa corpórea for gradual e o novo peso se mantiver pelo número de meses equivalente à quantidade de quilos perdidos. Ou seja, se alguém perdeu 6 quilos em uma dieta, é importante manter esse mesmo peso por seis meses. Descobriu-se que essa correspondência exata é essencial para que o metabolismo se adapte à silhueta mais enxuta – e a pessoa não caia num dos principais problemas de quem perde peso, o “efeito sanfona”.

Ser gordo ou magro é uma questão muito mais complexa do que se imaginava até pouco tempo atrás. Uma série de fatores influencia o metabolismo de uma pessoa: entre eles, sexo, idade, composição corporal (quantidade de gordura e músculos) e nível de atividade física (veja quadro). Sabe-se que a velocidade do metabolismo diminui a partir dos 30 anos, caindo em média 2% por ano. Para não engordar, é nesse mesmo ritmo que se deve reduzir a ingestão de calorias. Para não falar, é claro, da necessidade de tentar acelerar o metabolismo via ginástica. “Com exercícios regulares, é possível dobrar o ritmo metabólico, mantendo-o 25% mais rápido por até dois dias consecutivos após a atividade física”, diz o especialista em metabolismo Roberto Carlos Burini, da Universidade Estadual Paulista.

 

A realidade cotidiana conspira para que todos fiquem rechonchudos. A oferta de comida industrializada é uma brutalidade. No cardápio ocidental, estima-se, são introduzidos 17.000 novos produtos a cada ano. Muitos deles criam a miragem de que são saudáveis e que podem ser consumidos em quantidades pantagruélicas. Há desde carne de porco com baixos teores de gordura até salgadinhos de pacote livres de gorduras trans e macarrão com baixos índices de carboidratos. Claro que esse tipo de comida é melhor do que suas versões antigas. Mas está longe de ser sinônimo de poucas calorias. Só para se ter uma idéia, em que pesem as preocupações da indústria alimentícia, um americano ingere atualmente 2 700 calorias por dia, em média – cerca de 700 a mais do que consumia nos anos 70. Esse extra calórico veio sobretudo sob a forma de lanchinhos entre as refeições – muita batata frita, balas, bolachas e snacks. Além disso, o tamanho das porções consumidas no café-da-manhã, almoço e jantar aumentou escandalosamente – e não só nos Estados Unidos. Basta dar uma olhada nos pratos montados nos bandejões das empresas e nos restaurantes por quilo brasileiros. Comer certo não significa passar fome. Significa, apenas, comer menos e com mais qualidade.

A restrição calórica é capaz de aumentar a longevidade. Um dos exemplos mais fascinantes dessa relação vem da Ilha de Okinawa, no Japão. Lá, a expectativa média de vida é de 78 anos para os homens e 86 para as mulheres. Na tentativa de entender o que os levava a viver tanto, pesquisadores americanos deram início, em 1976, a um trabalho batizado de Estudo dos Centenários de Okinawa. A chave estava no prato de comida. Uma refeição típica de Okinawa – verduras, tofu, sopa de missô e um pouquinho de peixe ou carne – é menos calórica do que um hambúrguer pequeno. Tem mais. Os homens e as mulheres de Okinawa sabem a hora de cruzar os talheres – perdão, os pauzinhos. Eles nunca saem da mesa empanturrados. Só comem até o limite de 80% do volume do estômago (porcentual atingido intuitivamente, é claro). Comer pouco e bem, essa é a melhor fórmula para manter-se saudável e esbelto. Parece óbvio, e é. Assim como a roda.

Com reportagem de Paula Neiva

Fonte: www.veja.com.br

Tipos de Gorduras

 

 

 

 

 

 

 

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GORDURA SUBCUTÂNEA

 

Acumula-se sob a pele, principalmente no culote, nas nádegas e nas pernas e produz a celulite

Células menores, que têm mais facilidade de se multiplicar e são mais sensíveis à insulina

Prejudica menos o metabolismo, mas é mais difícil de perder

Sua predominância caracteriza a obesidade ‘em formato de pêra’, considerada menos prejudicial à saúde

Aparência de ‘gordura mole’, mesmo quando localizada no abdome

Mais freqüente em mulheres, mas também pode estar presente em homens


 

GORDURA VISCERAL

Acumula-se nas camadas profundas do abdome, em volta dos órgãos

Células maiores, que se multiplicam pouco, mas são mais ativas e afetam o metabolismo

Células mais resistentes à insulina

É mais fácil de perder

Caracteriza a ‘barriga de cerveja’ – mesmo que a pessoa não beba

Sua predominância caracteriza a obesidade ‘em formato de maçã’, fator de risco para a saúde

Aparência de ‘gordura dura’

Mais freqüente em homens, mas também pode afetar mulheres

 

 

GORDURA CORPORAL, E AS FRUTAS!

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Por Professor Waldemar Guimarães

 

Esta é uma das maiores preocupações das autoridades mundiais da saúde, afinal, o excesso de peso está correlacionado com o desenvolvimento de uma série de doenças dentre as quais o diabetes, hipertensão, as doenças arteriais coronarianas, alguns tipos de câncer e até problemas emocionais. A obesidade reduz a expectativa e a qualidade de vida. Estima-se que 40% da população dos EUA estejam com o peso acima dos limites da normalidade o que é estimado quando a pessoa excede em 20 % do peso corporal para uma determinada idade, sexo e tipo físico (1). No Brasil, não existe uma estimativa fidedigna, mas, principalmente nos grandes centros industrializados, a obesidade é um problema assustador que deve ser levado muito a sério.

 

Na verdade, o controle do peso, além de uma questão matemática, também é uma escolha pessoal. Só basta nos conscientizarmos disso. Explico melhor. A questão é matemática, considerando que, se ingerirmos menos calorias do que gastamos perderemos peso, se a ingestão for igual ao gasto, o peso será mantido estável e, se ingerirmos mais calorias do que gastamos, tenderemos a armazenar o excesso, porque armazenar energia é uma das coisas que o organismo melhor sabe fazer.

 

Isso advém desde os primórdios da existência do ser humano na face da terra. Neste aspecto, os nossos genes não evoluíram muito nos últimos 100.000 anos. Eles ainda estão adaptados para sobreviver a diferentes tipos de dieta. Mais recentemente, na escala da evolução, os nossos ancestrais podiam ser bem sucedidos em uma caçada podendo, assim, sobreviver por algumas semanas da caça, outras vezes podiam ter suas plantações devastadas por condições climáticas e ter de sobreviver a um regime de baixas calorias. Este processo natural proporcionou ao homem tecido adiposo com capacidade quase ilimitada para armazenar energia e um sistema anabólicoenzimático muito adaptativo de forma que esta “balança energética” pode ser manipulada por fatores externos contrários a nossa vontade, mas pode ser uma escolha também.

 

É a diferença entre ter o prazer de ingerir muitos alimentos saborosos diariamente, porque comer também é um prazer, mas ficar gordinho, ou comer mais sensatamente e ter o prazer de ir a praia ou de se olhar no espelho e se sentir bem. A decisão fica por conta de cada um. Visto por este prisma, parece algo bastante lógico e simples, mas envolve também dependências emocionais que muitas vezes devem ser trabalhadas por especialistas, mas a conscientização deste ponto de vista já pode ser um bom começo para todos que desejam controlar o peso.

 

É importante salientar que, embora existam diversos programas radicais de dieta para perda de peso, não há necessidade de passar fome ou se privar de alimentos saborosos para se alcançar o seu objetivo. Creio que uma dieta bem programada não deve permitir que a pessoa perca mais do que 0.8 – 1.5 Kg de peso corporal por semana (variação dependendo das dimensões corporal do cliente ). Perda ponderal muito rápida e elevada coloca em risco a saúde da pessoa e provoca a perda de massa muscular. E no mundo do culturismo, como que o excesso de peso em gordura vem sendo combatido?

 

É muito importante salientar o que seria excesso de peso em gordura para nós. Na minha concepção, considero como limite máximo, 12% de gordura corporal para homens e de 22% para mulheres, isto em off season. Em pre-contest, este nível deve baixar para 3-4% de gordura para ambos os sexos. Muitos atletas, na esperança de aproveitar todas as condições anabólicas, ficam muito mais gordos do que isto o ano todo e depois tem que se sacrificar muito para se enquadrar dentro de uma composição corporal ideal, ou dentro de sua categoria, perdem peso ao longo das semanas, mas com este, boa parte da massa corporal conquistada com tanto sacrifício também se esvai, tal como um balão que se fura.

 

Não resta dúvidas de que uma alimentação hipercalórica provoca uma série de efeitos anabólicos desejáveis. Principalmente nas duas primeiras semanas de superalimentação, os hormônios anabólicos testosterona, GH (IGF-1) e insulina são liberados em perfeita proporção e quantidade para propiciar o anabolismo muscular (2). Porém, um período muito prolongado de superalimentação, além de promover ganhos de massa magra também provoca o acúmulo indesejável de gordura. Desta forma, o atleta natural tem a opção de se beneficiar da superalimentação e manter níveis razoáveis de gordura corporal, alternando dieta hipercalórica e hipocalórica e não se mantendo num mesmo tipo de dieta durante meses. Parece ser o mesmo processo que configura o treino com pesos: é muito conveniente mudar periodicamente o sistema de treinamento, haja vista que o corpo humano tende a estabilizar com atividades muito sistêmicas e de intensidade aproximada igual, isto se denomina homeostase.

 

Por outro lado, longos períodos em dieta muito baixa em calorias, como algumas pessoas ainda tendem a fazer, provocam um fenômeno denominado de Metabolic Slowdawn, algo como baixa da taxa metabólica. Retornamos ao mecanismo de defesa para a manutenção da vida que herdamos de nossos ancestrais. Desta forma, parece muito ineficiente permanecer por mais do que duas semanas ingerindo baixas calorias, pois após este período, a queda metabólica é vertiginosa (3).

Basicamente, o que ocorre é uma queda na temperatura corporal o que é causado basicamente por uma diminuição na atividade dos hormônios da tiróide, este hormônio é responsável pela manutenção da temperatura corporal, mas também estimula a produção de GH (Hormônio do Crescimento) e age sinergisticamente com o subproduto deste, a somatomedina ou IGF-1. Como se vê, uma queda na produção deste hormônio pode causar alguns problemas.

 

Analisando um pouco mais a fundo, a tiróide produz dois hormônios, a tiroxina ou tetraiodotironina ou T4 e a triiodotironina ou T3, mas na verdade o hormônio ativo é o T3, justamente o hormônio produzido em menor quantidade, aproximadamente 20%. Porém, ao ser conduzido ao fígado, o T4 inativo sofre a ação de enzima específica (5-desiodase) e se transforma no hormônio ativo T3 (4) o qual irá, entre outras ações já mencionadas, provocar a elevação da temperatura corporal e provocar a queima de gordura. Ocorre que esta conversão depende da presença de energia suficiente no fígado (ATP) e prolongada dieta causa a depleção de ATP, principalmente o presente no fígado, e com isto a conversão da T4 em T3 fica prejudicada, e a baixa da temperatura corporal torna-se inevitável.

 

Já há algum tempo venho frisando em cursos e para os meus clientes a necessidade de não abusar de frutas. Às vezes digo meio exageradamente que um copo de suco de laranja é o mesmo que um copo de celulite. Assustador! Ocorre que a frutose bem como a sucrose (frutose + glicose) roubam ATP do fígado e torna a conversão de T4 mais difícil (5), portanto, maneirar na fruta é muito conveniente. Tem muita gente que ainda acha que está fazendo uma grande vantagem ao trocar uma Coca Light por um copo de suco de laranja.

 

 

 

Devemos nos focarmo-nos apenas nos carboidratos que otimizam os níveis energéticos, proporcionando maior manutenção de massa muscular (a fruta tem o seu lugar na nutrição, mas não neste exemplo de dieta). A frutose é primeiramente armazenada no fígado, para ser usada posteriormente, não otimizando a energia muscular necessária para manter a força e resistência. Assim, as fontes de glicídios devem derivar de amido (cereais como a aveia) e vegetais fibrosos.

 

 

CONCLUSÃO

As frutas devem fazer parte de qualquer dieta, mas em quantidades baixas, (apenas uma vez no dia e de preferência para as vermelhas), pois possuem fibras e vitaminas indispensáveis no metabolismo e na saúde do homem, mas como vimos elas atrapalham na elevação da temperatura corporal, roubando ATP no processo de transformação do hormônio T4 em T3, assim se seu objetivo é a perda de gordura restrinja frutas durante a dieta!

Proteinas e queima de gordura

Vivemos hoje em um mundo globalizado, onde as informações sobre tudo, tudo mesmo estão ao alcance de todos. É difícil ver alguém que se preocupe o mínimo com seu corpo e sua forma física que não saiba ou não se preocupe com as calorias que está ingerindo.
Hoje parece que as pessoas estão abrindo seus olhos e percebendo a importância de se manter uma dieta um pouco mais controlada. Os meios de comunicação estão começando a ajudar um pouco nessa luta e estão informando um pouco mais, embora poucos ainda tenham a coragem de falar toda a verdade.
De acordo com a TV, os jornais e alguns malditos médicos ( por favor, não quero desqualificar a classe médica, mas existem péssimos profissionais em todas as áreas, e a classe médica deveria ser a área com menor número de idiotas formados. Infelizmente não é assim, e o pior é que a política higienista que houve no Brasil no começo do século passado consolidou os médicos como Semi-Deuses. Bem paciência, um dia isso muda), voltando ao assunto de acordo com todos é muito fácil perder peso, simplesmente ingira menos calorias do que você gasta. Certo? Não totalmente. Se fosse tão fácil assim niguém seria gordo!!Existem outras variáveis que devem ser manipuladas para uma maior perda de GORDURA. Perder peso é uma coisa, perder gordura é outra. Você pode ir correr na esteira e fazer cinco aulas ginástica por dia e comer uma fruta e sopa a cada três horas, assim como preconizam algumas dietas malucas e você vai talvez perder peso. Se você for uma pessoa detalhista e fizer uma avaliação física ante s e depois de sua dieta, vai perceber que a maioria do peso que perdeu foi de músculos e não gordura. Você agora está proporcionalmente mais gordo, mais leve, porém mais gordo.Pesquisas recentes têm provado o que os fisiculturistas já sabiam há décadas, a alimentação tem papel fundamental na perda de gordura corporal. E uma caloria não é uma caloria.Estudos mostram que dietas hipocalóricas funcionam melhor com uma proporção mais baixa de carboidratos. Por isso, quando estivermos em dieta para perder gordura corporal, devemos nos fiar mais nas proteínas do que nos carboidratos. A proteína tem algumas vantagens importantíssimas que os carboidratos não têm: Efeito termogênico maior: Quando nos alimentamos nosso organismo gasta calorias para digerir os alimentos. A proteína tem o maior efeito termogenico. Isto é das quando ingerimos proteínas, nosso organismos gasta entre 20 e 35% das calorias ingeridas para fazer a digestão. No caso dos carboidratos e gorduras esta gasto é de 5 a 15%. Portanto comer proteína faz nosso corpo queimar mais calorias.Maior saciedade: o mais discutível fator a favor da proteína é a mior saciedade causada por ela. Se você ingerir uma refeição rica em proteínas juntamente com uma fonte de carbo complexo você vai demorar mais para sentir fome.Insulina: Quando ingerimos carboidratos os níveis de insulina na corrente sanguinea sobem rapidamente. A insulina é o hormônio que leva a glicose e alguns outros nutrientes para dentro da célula. Se ingerimos carboidratos simples (frutas, refrigerante, açúcar, bolo etc) nossos níveis de insulina sobem rapidamente. Se ingerimos carbo complexos ( arroz e pão integrais etc) os níveis sobem mais lentamente.O que isso tem a ver com a queima de gordura? Muita coisa. A lipólise, ou seja a quebra da molécula da gordura para que ela seja usada como energia é regulada por uma substancia chamada HSL (Hormone-sensitive lípase). Esta substancia por sua vez é influenciada pela insulina e por alguns beta-agonistas. O ponto importante disso tudo é : quanto mais insulina circulando no seu sangue, menores serão as chances de você queimar gordura!Vários mitos de que as dietas rica sem proteínas causam danos a saúde estão caindo por terra os últimos anos. Estudos científicos sérios têm demonstrado que o perfil de lipídeos no sangue não mostra alterações significativas, os rins não são sobrecarregados de forma alguma a não ser que a pessoa tenha um problema renal prévio e a cetose pode não ser tão prejudicial assim.

DICAS DE COMO QUEIMAR COM MAIS EFICIÊNCIA A GORDURA QUE VOCÊ ESTÁ INGERINDO E ACUMULANDO