Por Prof. Waldemar Marques Guimarães Neto – Personal trainer na Inglaterra e autor dos livros Musculação-Anabolismo Total e do Diário de treino

Cópia do artigo da revista Muscle in Form número 10

A indústria de complementos alimentares coloca a disposição uma série de produtos, muitosdeles prometendo milagres difíceis de serem cumpridos, outros complementos bons, mas que
não possuem uma boa relação custo/benefício e alguns que apesar de serem quase essenciaispara quem treina sério, de imediato, não promovem uma modificação na condição física do atletamas podem ser a base para ganhos mais consistentes, nesta categoria eu incluo os complexosvitamínicos minerais, óleos de peixe (gorduras essenciais), e os antioxidantes que semprerecomendo para os meus atletas.
Surge então uma categoria de complementos que considero um ótimo investimento para quempode adquiri-los. Incluo ai: a creatina, o sulfato vanádio, o HMB e a poderosa proteína WHEY PROTEIN.
Daí aparece o atleta e me pergunta: Que complemento adquirir ?Primeira consideração a fazer é sobre complemento: Como o próprio nome diz, complemento é apenas um complemento e não deve substituir a alimentação normal a qual deve constar de
todos os tipos alimento, ou seja: carne, ovos, leite, verduras, cereais, frutas e oleoginosas. Tenhaem mente que não há quase nada que um complemento alimentar faça que uma alimentação bem balanceada não possa fazer ! Segunda consideração: Utilize o seu dinheiro primeiro com aquilo que for básico, no caso eu incluo um bom complemento vitamínico mineral e uma fonte de gordura essencial, a próxima escolha, na minha opinião é justamente a WHEY PROTEIN, em seguida parta para creatina, BCAA’s, refeições líquidas, sulfato vanádio, etc. Mas afinal, o que é Whey protein ?
Se você é leitor da Muscle in Form já deverá saber o que é Whey Protein, na revista de número 8 a nossa Nutricionista Silvia Elena Mantovani explicou com detalhes, mas só para resumir: Esta é uma proteína concentrada do soro do leite, dentre as suas principais vantagens em comparação com outras fontes protéicas estão:
* Maior valor biológico.
* Promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular).
* Absorção mais rápida.
* Possui um maior teor de aminoácidos de cadeia ramificada BCAA’s.
* Livre de lactose ( muitas pessoas não digerem bem a lactose).
* Rica em ocorrência natural de Glutamina (aminoácido não essencial que promove efeito de
volumilização celular).
* Possui fator estimulante do sistema imunitório que sobrevive ao processo digestivo.
Se a Whey protein é derivada do leite, qual é a diferença entre esta e o caseinato?
O caseinato, encontrado em vários complementos, além de ser uma ótima fonte de proteína é ainda mais barato, porém ao compararmos o valor biológico (VB), a diferença é muito grande. O VB da Whey protein é de 100, enquanto o da caseína é de 71, além do mais, a caseína tal como todas as outras proteínas brutas começam a digestão no estômago enquanto a Whey Protein passa direto pelo estômago chegando como estrutura protéica intacta no pequeno intestino onde é absorvida como foi mostrado num estudo publicado pelo American Journal of Clinical Nutrition (63:546, 1996).
Em termos práticos, se você necessita de 40gramas de proteína bruta após treino , se esta fonte for de Whey protein apenas 30gramas cumprirá a função com a vantagem adicional de ser absorvida mais rápido, além de todas as outras mencionadas anteriormente. Como vê, a relação custo/benefício começa a melhorar, sem contar que a nível mundial, o preço da Whey Protein já começou a cair devido a uma maior oferta. Esperamos que a nossa indústria em breve coloque esta fonte pura a disposição de nossos atletas. Bem, mas quais as melhores horas de consumir a Whey Protein e como? Venho recomendando aos meus atletas a sequinte escala de preferência (varia com a disponibilidade financeira de cada um).

1 – Logo após o treino, de 30 a 40 gramas de Whey Protein junto com uma solução de glicose. Ocorre que a Whey, que é uma fonte protéica de rápida absorção, sendo assim, deve ser consumida com uma fonte de carboidrato de alto índice glicêmico tal como açúcar, dextrose, ou então, acredite, alguns suspiros bem doce fará a mágica ou qualquer outro doce não gorduroso, pensando bem, picolé de limão é uma boa também. Assim, você fará uma explosão de insulina que drenará todos os aminoácidos da degradação da Whey diretamente para dentro da onde você deseja: Os seus Músculos. Dê mais um intervalo de 40-60 minutos no máximo e faça a sua refeição normal pós-treino, algo como arroz e/ou batata e o famoso peito de frango ou peru. Não entre naquela conversa de que só se absorve de 30-40 gramas de proteína por refeição que deve
ter um intervalo de 2.5 a 3 horas. Ocorre que nós marombeiros abrimos o que é chamado de “janela de oportunidades” após um treino adequado (alta intensidade) e podemos absorver muito mais proteínas e outros nutrientes nesta hora do dia. Não existe estudo que comprove isto bem como não existe estudo que comprove a eficiência de 17-decanoato de nandrolana e metandrostenolona mas todos sabemos que funciona. Cientistas, mãos a obra. !

2 – O uso de Whey Protein logo ao acordar. Depois de muitas horas sem se alimentar é boa idéia repor proteínas o mais rápido possível. O consumo conjunto com carboidrato de alto Índice Glicêmico continua necessário.
3 – Para os atletas que devem realizar atividade aeróbia logo ao acordar em jejum à fim de perder
gordura, tem na Whey um ótimo complemento pós aerobiose.
4 – Para os atletas em dieta hipocalórica, como a dieta pré competição, uma solução de Whey poderá garantir a manutenção da massa muscular e saciar a fome em horários críticos, além de ser ótima opção para refeições a serem realizadas de madrugada para evitar o catabolismo de atletas neste tipo de dieta.